Algo inesperado aconteceu e no final das contas estou tendo tempo para postar hoje…
Então ele pegou o bisturi e fez um buraco de um centímetro de circunferência mais ou menos. Saiu toda a secreção que estava dentro da ferida. Depois para minha surpresa continuou cortando até chegar ao osso. A enfermeira que nos acompanhava não acreditava no que estava vendo. Ficou pálida e comentou que nós dois éramos loucos, nós rimos (eu segurando a dor), fizemos o curativo e depois subi para o meu quarto.
Como não vou ter tempo de postar amanhã, estou antecipando o post do dia 30.
Espero que estejam todos bem.
No dia 22/2/2005 dei entrada novamente no MD.
O quinto andar havia sido desfeito, pois fecharam para reformar e mandaram algumas pessoas embora, as que continuaram foram enviadas para diversos andares dos dois blocos do hospital.
Fui internado no 9° andar do bloco novo. Era o início de uma nova batalha, mas eu estava preparado!
Desci para ver o Dr. Roberto e ele deu uma olhada na bolha. Num acesso de loucura habitual ele me perguntou:
– Você agüenta se eu cortar isso?
Olhei para o braço, para ele e respondi sem titubear:
– Claro!
Era a mesma bactéria… Minha haste estava infectada, sempre esteve… A bactéria havia ficado quieta por cinco meses esperando o momento certo de voltar a agir. Como não havia sinais físicos da infecção além do caroço de secreção que se formou no braço, minha médica falou que eu podia me preparar com calma para me internar na outra semana.
Finalmente entendi o pq das dores terríveis que eu sentia ao malhar e o fato de não conseguir ganhar peso mesmo cuidando da alimentação e malhando.
Veio Fevereiro, e com ele algo estranho começou a acontecer…
Quando a ferida daquele acesso ao osso fechou, meu braço ficou com um buraco, pois a carne se prendeu ao osso e ficou uma cicatriz funda e feia (mais até do que as outras). De repente começou a crescer um caroço no local dessa cicatriz e no dia 12/2/2005 fui a BH e coletaram o material purulento que estava dentro dessa bolsa para fazer exames e identificar qual agente estava agindo. Nem minha infectologista acreditava que pudesse ser a mesma infecção do passado, pois já estava a cinco meses levando uma vida normal.
Saiu o resultado e ela me ligou.
Meu PCR passou de 15 ao sair do hospital para 13, depois voltou para 15 e posteriormente para 17. Apesar disso, minha médica achava normal, pois o osso estava consolidando e essas mudanças podiam ser devido a esse processo.
No início de Fevereiro os movimentos da mão esquerda já haviam voltado totalmente, ou melhor… Quase… Pois o dedão ainda não tinha recuperado o movimento, mas ele sempre é o último nesse tipo de lesão.