Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 1.300 vezes em 2011. Se fosse um bonde, eram precisas 22 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

novo endereço: www.marcioaguiar.com.br ou mundodemas.blogspot.com

A passarela e aqueles que ignoramos pelo caminho

Mais um dia comum, la estava eu passando pela rua, indo para uma audiência trabalhista contra um ex colaborador, quando fiquei irritado com a lentidão que estava para subir uma passarela. Pensei “que povo lerdo”.
De repente a coisa andou e pude notar que não era o único que havia ficado aliviado.
A passarela tinha três lances de escada, com aquelas áreas de descanso entre elas.
Pude notar que a coisa só andou porque um jovem que vinha no sentido ao contrário, ajudou um senhor de idade avançada, que parecia ser bem carente, a levar uma sacola de plástico grande que continha algumas plantas até a primeira área de descanso.
Em passos largos, tratei de subir toda escada e assim como todos os demais, ignorei o pobre senhor, que teria que encarar mais dois lances de escada sozinho, uma vez que todos , assim como eu, estavam preferindo ignorar aquele senhor sujo e de roupas muito velhas.
Quando cheguei ao topo da passarela, parei por alguns segundos mesmo com pressa e fiquei olhando para ele.
Pensei:

– Não inventa. Estou com pressa. Não acredito…

Mas o fato é que sabia que ninguém ia se importar, ou assim como eu, até teria um pensamento do tipo “coitado”, mas não se daria ao trabalho de parar e ajudar.
Então, mesmo contrariado, voltei e falei com um sorriso meio boca:

– Pode deixar que eu levo para o senhor.

Calmamente fomos vencendo os degraus, eu com a sacola, enquanto ele reunia as forças para subir cada degrau.
Não sei o tempo que demoramos para atravessar a passarela, mas certamente foi mais que eu queria naquele momento.
Durante a travessia ele não parava de agradecer e ao chegar do outro lado, falou que nem teria terminado de subir a escada se estivesse sozinho.
Perguntei se precisava de ajuda para mais alguma coisa e ele disse que não. Me despedi e segui o meu caminho com cinco certezas:

1- De fato ajudei alguém que realmente precisava.
2- Sempre estamos dispostos a ajudar aqueles que nos agradam mais aos olhos e ignorar a aqueles que os agridem.
3- Embora muitas vezes algo pequeno como carregar uma sacola, seja uma ajuda gigantes ao próximo, preferimos ignorar a necessidade alheia, quer seja pela pressa, quer seja por qualquer outro motivo.
4- O tempo que perdi, não foi um tempo perdido, mas muito bem gasto. Por mais apressado que estivesse, mesmo que na hora tenha ficado contrariado, ao final me senti verdadeiramente bem, ainda que estivesse mais atrasado.
5- Quando ouvi o Deus lhe pague dele, tinha uma única certeza, Deus já havia pago, pois estava me sentindo muito bem!

A todos, um ótimo domingo!

A viagem, a festa e a chapeuzinho vermelho…

Era mais um sábado… Não, não era mais um sábado. Era o sábado que após duas semanas, estava indo matar a saudade de meu floquinho de neve e comemorar o aniversário dela que seria no domingo 23, com uma pequena comemoração no sábado.
Derquis, meu primo, Cintia (esposa dele), minha mãe e eu seguimos de carro.
Saímos do Rio as 07h50minh e a viagem correu tranquila. Paramos em um restaurante chamado “Pinga da Roça” na 0,40 perto de Barbacena. Recomendo a todos! Há anos sempre que passo por ali para almoçar ou lanchar nesse restaurante. Aconselho a todos levarem o pote de cocada. Uma maravilha.
Chegamos ao nosso destino por volta das 13h30minh. Muita chuva que nos acompanhou até a volta, mas valeu cada minuto.
O dia seguiu, comemoramos a festa de minha filhota. Ela não parava de brincar na cama elástica e dava gosto ver o belo sorriso dela.
Aos poucos todos foram embora e a festa acabou. Hora de dormir: O floquinho de neve falou:
- Papai, vou dormir com você.
Dei um sorriso e fomos para cama dormir. Deitamos e ela ficou olhando para mim. Passados alguns segundos ela vira e fala:
- Papai, conta uma história!
Meio que num tom de cobrança.
Dei um sorriso, pois achei bonitinho e comecei a inventar uma história de uma menina chamada Julia.
Pois é… Creio que a história não agradou. Passado alguns minutos contando a história, ela virou e falou:
– Papai, essa não, conta outra.
É… O jeito foi contar a história da chapeuzinho vermelho…
Alguns minutos depois estava dormindo e eu segui o exemplo dela…
Continua…


Não escrevo há alguns dias. A verdade é que tem faltado inspiração e animo devido a grande saudade que estou sentindo do meu floquinho de neve, o que por consequência tem gerado várias noites mal dormidas.
Ontem soube que minha filha estava chorando há alguns dias e chamando o papai em alguns momentos.
Para quem tem filhos e por algum motivo já teve que ficar distante deles, deve ser fácil imaginar a agonia que sinto.
Queridos, todos temos nossos problemas e dores, mas em algum momento tudo se resolve.
Deixo com vocês um vídeo que fiz ontem num momento de tristeza e saudade. Creio que ele expressa melhor que minhas palavras o que estou sentindo.
A todos, uma noite iluminada.

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